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Brasil

08/06/2018 ás 18h10

Redação

Campos Altos / MG

Mais de 80 pessoas foram presas por suspeita de incendiar veículos em Minas Gerais
Mais de 80 pessoas foram presas por suspeita de incendiar veículos em Minas Gerais
Mais de 80 pessoas foram presas por suspeita de incendiar veículos em Minas Gerais
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Mais de 80 pessoas foram presas por suspeita de envolvimento na onda de ataques a ônibus, viaturas, prédios e espaços públicos em Minas Gerais. O número segue em crescimento desde domingo (3).


De acordo com balanço divulgado pela Polícia Militar na manhã desta sexta-feira, foram registrados 64 ataques a ônibus em 37 municípios do estado desde o último domingo. A maioria dos alvos são cidades do Sul e Triângulo Mineiro. Até o momento, 82 pessoas foram presas. Além disso, 22 menores de idade foram apreendidos pela PM por suspeita de participação nos crimes. A PM também recolheu duas armas de fogo, materiais para queima e celulares durante as abordagens.


Afirmando se tratar de informações estratégicas e operacionais, a PM não divulgou detalhes das ocorrências envolvendo os últimos ataques.


O governador Fernando Pimentel (PT) afirma que os incêndios são uma forma de retaliação de integrantes de facções devido ao "rigor aplicado pelo estado" nas prisões mineiras após a instalação de bloqueadores de celulares. O governo, no entanto não afirma qual facção estaria por trás dos ataques.


Operação Weber


Nesta sexta-feira, a Polícia Federal, juntamente com as polícias Civil e Militar deflagraram a Operação Weber em Uberaba, no Triângulo Mineiro, para prender integrantes do PCC.


Segundo informações da PF, o objetivo é "dar cumprimento a 17 mandados judiciais, sendo oito de prisão preventiva e nove de busca e apreensão, relacionados a investigação iniciada a partir dos recentes ataques a ônibus e instituições bancárias realizados na cidade de Uberaba".


De acordo com a PF, todos serão indiciados por integrar organização criminosa, dano qualificado e incêndio, com penas que podem chegar a 13 anos de prisão. O nome da operação, conforme a Polícia Federal, é referência ao sociólogo alemão Max Weber, que entre seus trabalhos abordou o uso da força pelo Estado.

FONTE: Itatiaia

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