No ar
Túnel do Tempo
domingo, 19 de agosto de 2018
(37) 99103-6865
Brasil

14/05/2018 ás 19h30 - atualizada em 14/05/2018 ás 19h37

Redação

Campos Altos / MG

Patroa que impôs regime de escravidão a empregada vai ter que se explicar à Justiça
A vítima também tinha sua vida ameaçada pela patroa, que afirmava que qualquer bandido aceitaria R$ 100 para matá-la
Patroa que impôs regime de escravidão a empregada vai ter que se explicar à Justiça
REPRODUÇÃO/PIXABAY

Uma mulher foi denunciada criminalmente pelo Ministério Público Federal (MPF) por ter mantido uma empregada doméstica presa, sem comida e em condições análogas à escravidão, em sua casa em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Os fatos ocorreram entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011 e as identidades da vítima e da denunciada não foram reveladas pelo MPF. A patroa foi acusada de reduzir a vítima à condição de escrava, de não conceder seus direitos trabalhistas mediante fraude ou violência, e de tortura, por submetê-la, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.


A vítima e a denunciada se mudaram de Brasília para o Rio de Janeiro em dezembro de 2010, e a empregada doméstica passou a morar na casa da patroa, de acordo com os procuradores. Uma semana depois, ela adoeceu e a acusada aplicou-lhe uma suspensão de cinco dias de salário.


“Além disso, como forma de castigo, a patroa a deixou sem comida e sem sair de casa durante sete dias, trancando a porta da cozinha que dava acesso à área de serviço”, diz a denúncia.


Jornada exaustiva, dívidas e ameaça


A empregada doméstica não tinha direito a almoço nem folga, trabalhava das 7h à meia-noite e era obrigada a se sentar apenas no chão. Segundo a denúncia, a mulher era xingada de suja, e a patroa a proibia de sentar “para não ter que passar álcool para limpar as cadeiras”.


A vítima também tinha sua vida ameaçada pela patroa, que afirmava que qualquer bandido aceitaria R$ 50 para agredi-la ou R$ 100 para matá-la. Além disso, ela era impedida de sair e ainda tinha seu salário descontado sob acusação de ter danificado bens e comprado móveis usados que eram da patroa.


“Assim, a denunciada submeteu a vítima a servidão por dívida, proibindo-a de rescindir o contrato de trabalho (e deixar o local de trabalho) enquanto não pagasse pelos móveis que comprou, além de um vaso que supostamente teria quebrado, ameaçando atingir a integridade física da vítima”.


 

FONTE: Agência Brasil

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2018 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium